COMPARTILHE

Quando estava no Ensino Médio, Michal Borkowski não tinha muitos problemas com as aulas de Matemática, mas a situação era bastante diferente quando se tratava de Biologia, por exemplo. Nesses casos, recorria à ajuda dos amigos que tinham um melhor domínio da matéria para esclarecer suas dificuldades e se preparar para os exames. “Isso tornou estudar algo mais fácil, pois eu podia pedir ajuda sempre que tivesse dúvidas”, conta.


Essa experiência da sua vida estudantil o inspiraria, anos mais tarde, a criar a Brainly. Fundada em 2009, na Cracóvia, Polônia, a plataforma digital é hoje a maior comunidade online de estudantes do mundo e funciona da seguinte maneira: ao se cadastrar, o usuário ganha automaticamente pontos que utiliza para fazer suas perguntas. Para ganhar mais pontos e poder continuar perguntando, ele precisa ajudar outros usuários com suas questões.

“A Brainly começou como um projeto que visava recriar minha própria experiência pessoal de pedir ajuda e também auxiliar outras pessoas, mas online. Agora os estudantes podem perguntar a 60 milhões de outros alunos de todo o mundo sempre que tiverem uma dúvida – 7 milhões só no Brasil”, conta o CEO.

A lógica por trás da ferramenta é simples: ninguém sabe tudo, mas todos sabem algo que podem compartilhar. Mas, em meio a tantas fontes, como garantir a qualidade das respostas dadas pelos usuários?

“Temos mais de mil moderadores no mundo todo, que geralmente são estudantes engajados, professores e pais. Eles garantem a qualidade das respostas. Os moderadores são também responsáveis por tirar qualquer conteúdo impróprio do Brainly”, responde o CEO. Ao todo, são mais de 100 mil perguntas respondidas por dia ao redor do mundo.

Tanto a plataforma como o app são inteiramente grátis e se valem da arquitetura dos games. Assim, quanto mais os usuários perguntam, mais eles sobem de nível e conquistam medalhas. “Os lados da diversão e competitividade do Brainly ajudam os usuários a se engajarem. Eles podem passar de nível e ranking e ainda podem ver a pontuação dos melhores usuários”, explica Borkowski.

Atualmente, a Brainly está disponível em 35 países e, além da sede na Cracóvia, a empresa possui um escritório em Nova Iorque. No Brasil, o conteúdo é organizado por nível escolar (Ensino Fundamental, Médio e Superior) e por matérias.

Para Borkowski, a internet possibilita a superação de barreiras para o compartilhamento do conhecimento que ainda existem no mundo real, democratizando o acesso à informação. “Nossa visão com o Brainly é conectar todo estudante com um estudo personalizado e estamos fazendo isso com o auxílio de mais de 60 milhões de usuários que usam a plataforma todo mês e se ajudam”, finaliza.