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Créditos: divulgação Netflix

No Brasil, uma mulher é morta a cada duas horas. O dado faz parte de um novo levantamento divulgado nesta sexta-feira, 8 de março, pelo Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


Ainda que os números mostrem ligeira queda no número de homicídios dolosos de mulheres em 2018 – 4.254 casos, uma redução de 6,7% em relação a 2017, quando foram registrados 4.558 assassinatos -, houve o aumento dos números de feminicídio, ou seja, de casos em que mulheres foram mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Foram 1.173 no ano passado, ante 1.047 em 2017.

O Estado com maior taxa de feminicídio é o Acre com 3,2 a cada 100 mil mulheres.

O contexto, sem dúvida, mostra que o 8 de março deve ser uma data de reflexão sobre as diversas lutas que as mulheres travam diariamente, não só do ponto de vista da segurança pública, mas frente aos direitos trabalhistas, da saúde, educação e demais conjunturas políticas e sociais.

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O Carta Educação selecionou sete obras disponíveis na Netflix que tratam sobre feminismos e elucidam algumas das lutas das mulheres. Confira!

1. Feministas: o que elas estavam pensando?
A partir de fotos dos anos 70 que captaram o despertar do feminismo, o filme mergulha na vida das mulheres retratadas e explora a permanente necessidade de mudança.

2. She’s Beautiful When She’s Angry
Dirigido por Mary Dore, o documentário relembra a segunda onda do movimento feminista dos Estados Unidos, que ocorreu durante as décadas de 1960 e 1970. As personagens do filme fizeram parte da história do feminismo, entre elas  Kate Millet – autora do clássico Política Sexual – e Eleanor Holmes Norton, primeira mulher a presidir o Comitê de Igualdade de Oportunidades de Emprego nos Estados Unidos.

3. The Testimony
O curta retrata o maior julgamento da história do Congo, no qual seus soldados são acusados de estuprar violentamente suas concidadãs.

4. Histórias cruzadas
Uma escritora branca abala o status quo do Mississipi dos anos 1960 ao entrevistar empregadas domésticas negras e divulgar suas histórias

5. O Sorriso de Monalisa

A recém-formada Katherine Watson é contratada para lecionar História da Arte na Wellesley College, uma escola só para mulheres. Além de lecionar, a educadora começa a confrontar os valores conservadores da instituição e a mostrar às suas alunas, de famílias tradicionais, que elas poderiam querer mais do que se casar no futuro.

6. Frida

O filme é uma biografia da pintora mexicana Frida Kahlo (Interpretada pela atriz Salma Hayek), ícone feminista de seu tempo. A obra retrata sua personalidade forte, sua bissexualidade e a infidelidade do marido.

7. Mary Shelley
Mary Wollstonecraft Godwin Shelley tinha só 21 anos quando Frankenstein foi lançado. A primeira edição do livro foi publicada de forma anônima e recebeu vários elogios da crítica, principalmente ao que se refere ao embasamento filosófico presente no livro.

Quando sua identidade como autora da obra foi revelada, Mary, contraditoriamente, passou a receber duras críticas que questionavam a real autoria do livro e que chegavam até a atribuir essa autoria a Percy Shelley, seu marido.

A justificativa disso é que era inimaginável para a sociedade da época um romance de terror que criticava os avanços da ciência irresponsável, falava sobre anatomia, sobre estudos Galvânicos e sobre filosofia ser escrito por uma jovem mulher. (com informações de Thaisa Person, em artigo publicado no Papo de Homem)