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Protesto
Manifestação de estudantes na praça da Sé

O secretário Estadual de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, anunciou nesta manhã de segunda-feira pós-Enem o plano de reorganização escolar que tem causado protestos há um mês.


Ao todo, 94 escolas estaduais deixarão de existir. Os prédios de 66 serão disponibilizados para uso dos municípios e de outras 28 ainda estão em estudo.

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O número de unidades fechadas representa 2% do total da rede. As instituições que terão alteração em seu funcionamento são muitas mais.

Das 5,1 mil escolas estaduais de São Paulo, 754 que atendiam a diferentes etapas de ensino passarão a funcionar em segmento único, só Ensino Fundamental ou só Ensino Médio.

As justificativas são um aumento no desempenho “segundo avaliação da secretaria” e uso das salas ociosas em centenas de unidades por conta da municipalização e mudança demográfica ao longo dos anos. Desde 2000, o número de alunos caiu de 5,5 milhões para 3,8 milhões. Quase 10% destes, 311 mil estudantes, mudarão de escola no ano que vem.

Para especialistas ouvidos por Carta Educação na semana passada, o real motivo da reorganização escolar é economizar custo.

No próximo dia 14, a Secretaria pretende fazer um dia D em todas as escolas envolvidas para receber pais e alunos. O movimento “não fechem minha escola” que tem aglutinado os protestos em todo o Estado, promete continuar buscando reverter a medida.