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Foi lançada nesta quinta 1, uma plataforma gratuita para auxiliar os municípios no enfrentamento da exclusão escolar. A Busca Ativa Escolar, vai oferecer conteúdos e ferramentas tecnológicas para apoiar representantes do poder público a identificar crianças e adolescentes fora da escola e tomarem decisões quanto ao seu acesso e permanência na escola.


A plataforma possibilita, por exemplo, que o agente comunitário encaminhe um alerta via SMS ao encontrar meninos e meninas fora da escola. A notificação permite que um grupo intersetorial de profissionais inicie uma série de ações, que vão desde uma conversa com a família, até o encaminhamento do caso para as áreas responsáveis por garantir a (re)matrícula dessa criança ou adolescente, bem como pelo acompanhamento da sua vida educacional. A aposta é que o ambiente também possa contribuir com o planejamento e desenvolvimento de políticas públicas.

Crianças fora da escola

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015 revelam que o Brasil possui 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola. Desse total, 53% vivem em domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo, o que evidencia que a exclusão escolar afeta principalmente meninos e meninas das camadas mais vulneráveis da população.

De acordo com o relatório “Cenário da exclusão escolar no Brasil”, do UNICEF, as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul são as que apresentam os problemas mais graves de exclusão, com taxas de 8,8%, 7,7% e 7,3%, respectivamente.

O tema também ganha expressão na área rural, ainda que a área urbana também deva ser olhada com atenção: 661 mil meninos e meninas moradores de áreas rurais estão longe das escolas por falta de vagas em escolas próximas, problemas no transporte escolar ou outros fatores que impedem o acesso e a permanência escolar.

Segundo especialistas, o enfrentamento ao cenário requer esforços intersetoriais de áreas como Educação, Saúde, Assistência Social e outras.

A plataforma Busca Ativa Escolar é uma iniciativa do UNICEF, em com o Instituto TIM, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas).