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Egon Schiele. Auto Retrato Nu. Foto: Jorge Bastos

O núcleo de Mediação e Programas Públicos do Masp (Museu de Artes Assis Chateaubriand promove neste sábado (25) o encontro ‘Histórias da sexualidade: gênero e sexualidades’, que integra o programa ‘Masp professores: encontros sobre arte, educação e esfera pública’. A ideia dos encontros – gratuitos e aberto à comunidade -, é debater temas da contemporaneidade a partir do acervo e espaço do museu, referenciando abordagens pedagógicas.


O convite: “A história da arte é atravessada por representações da sexualidade e por relações notoriamente desiguais entre homens e mulheres, tanto nas imagens como no modo de  produção. Em tempos de grande polarização política, o campo artístico torna-se um território de conflito, com potencial crítico e criativo. Considerando o papel central que a educação deve ocupar em defesa do pensamento crítico e da liberdade, o Masp convida professores e educadores a discutirem a junção entre arte, gênero, sexualidades e educação.

Esses são temas sensíveis em discussão nas políticas educacionais no Brasil. Enfrentá-los exige reconhecer as opressões sofridas pela comunidade LGBT+ e pelas mulheres, de diferentes raças e classes sociais. No contexto das exposições Guerrilla Girls: Gráfica, 1985-2017 e Histórias da sexualidade, o Masp espera que o encontro contribua para que professores e educadores façam do diálogo e das expressões artísticas, oriundas de diferentes territórios e tempos históricos, uma ferramenta de trabalho e transformação social.”

A mediação da discussão será feita por Horrana de Kássia Santos, do Masp. A programação foi construída em parceria cultural com a ONG Ação Educativa. Gratuito e destinado a professores, educadores e interessados em geral, o encontro será das das 9h às 14h na sede do MASP (Av. Paulista, 1578). No período da tarde serão montadas atividades em grupos, onde os educadores poderão discutir abordagens individuais e dividir experiências e intenções.  As inscrições podem ser feitas online.

Debatedoras convidadas:

Fabiana Pitanga (Bia Sankofa) – é educadora, bacharel em Serviço Social pela PUC-SP. Ex-coordenadora do Centro do Centro de Defesa da Mulher – Casa Anastácia. Desenvolve projetos comunitários de incentivo à leitura, Hip-Hop, formação de jovens, adultos e professores nas áreas de educação em direitos humanos, questão de gênero com recorte étnico-racial. Atualmente é Coordenadora do Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes – SP.

Jackeline Romio (integrante do Manifesto Crespo – é demografa com experiência na área de estudos da violência contra a mulher. É integrante do Coletivo de Feministas Negras Louva Deusas. Atua em pesquisa na área de violência contra mulheres negras, feminicídios e epistemologias feministas. Também obteve formação em letras e dedica-se ao ativismo literatura marginal.

Magô Tonhon – é mestranda em Filosofia na Escola de Arte, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP) no programa de Estudos Culturais e é criadora do Canal Voz Trans* no YouTube. Pesquisa educação, direitos humanos, gênero e sexualidade, é a(R)tivista no coletivo ‘A Revolta da Lâmpada’ e trabalha como consultora em gênero e sexualidade desde 2016.

Nina Vieira (integrante do Manifesto Crespo) – é designer e trabalha com projetos de fotografia, identidade visual, publicações impressas, cenografia e concepção de exposições. É arte -educadora do coletivo Manifesto Crespo e atua como colaboradora em iniciativas culturais, majoritariamente sobre as questões raciais, gênero e sexualidades no Brasil.