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A jovem paquistanesa sofreu um atentado em 2012 por lutar pelo direito a educação para meninas. Créditos: Wikimedia Commons

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai – a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz – virá a São Paulo pela primeira vez. Na segunda 9, a jovem estará no Auditório do Ibirapuera, a convite do Itaú Unibanco, para discutir o papel da educação no desenvolvimento infantil e das mulheres no Brasil.


O evento direcionado para convidados entre os quais estudantes de escolas públicas e organizações ativas no segmento educação, infância e direitos da criança, poderá ser acompanhado ao vivo pelos canais das redes sociais do Itaú, via Facebook e Twitter a partir das 16h.

Além de falar sobre o direito a educação, Malala também discutirá temas como acesso ao livro e à leitura, direitos da mulher, respeito e tolerância. O encontro será mediado por Ana Lucia Villela, fundadora e presidente do Instituto Alana, e conselheira do Itaú  Unibanco.

Ativismo

Malala luta pelo acesso à escola de meninas no Paquistão e sobreviveu a uma tentativa de homicídio por parte de talibãs, em 2012. A jovem foi foi baleada por militantes em 9 outubro de 2012, no vale de Swat, na província rebelde paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa. O Talibã assumiu a autoria do ataque, alegando em comunicado que Malala foi visada por promover o “secularismo” no país. Depois de receber tratamento médico inicial no Paquistão, Malala foi enviada para o Reino Unido, onde reside atualmente com sua família.

Antes do atentado, Malala vinha fazendo campanha pelo direito das meninas à educação em Swat, além de ser uma crítica veemente dos extremistas islâmicos. Ela foi elogiada mundo afora por escrever sobre as atrocidades do Talibã num blog da BBC no idioma urdu.

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Malala percorreu um longo caminho desde então, sendo um ícone internacional da resistência, do fortalecimento das mulheres e do direito à educação. Entre as numerosas distinções que recebeu, está o prestigioso prêmio de direitos humanos Sakharov, da União Europeia. Ela também foi a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2014. Em seu próprio país, no entanto, é desprezada por muitos, que a acusam de ser agente dos EUA, decidida a difamar o Paquistão e o islã.

Em 2017, Malala foi nomeada Mensageira da Paz pela ONU. Numa cerimônia na sede das Nações Unidas em Nova York, o secretário-geral da ONU, António Guterres, entregou-lhe o grande prêmio, dizendo ter-se sentido inspirado pelo “compromisso inabalável” da jovem com a paz, assim como por sua “determinação em promover um mundo melhor”.