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O governo vetou o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que incluía entre as prioridades para 2018 a alocação de recursos para o cumprimento das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). O veto foi um dos anunciados pelo presidente Michel Temer à Lei, que foi sancionada na quarta 9.


Além de estabelecer a priorização dos recursos, o artigo 21, vetado, previa também a implantação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), dispositivo que tem como objetivo mensurar o financiamento necessário por estudante, prevendo a melhoria da qualidade da educação no Brasil.

O governo justificou a medida alegando que a alocação dos recursos como prioridade poderia impactar o cumprimento da meta fiscal e prejudicar o atendimento às demais demandas da sociedade.

O Plano chegou ao seu terceiro ano de vigência com apenas seis de seus 30 dispositivos cumpridos de maneira total ou parcial, o que já era motivo de preocupação.

Com a medida, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito a Educação, Daniel Cara, fala em “fim do PNE”, atrelado à falta de comprometimento governamental com as políticas sociais.

Relembre o balanço feito pelo especialista à política em entrevista ao Carta Educação. Para Cara, o descumprimento que se inicia já em 2015, se intensifica nos anos de 2016 e 2017.

Parte 1

Parte 2