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Os movimentos contrários à discussão de gênero nas escolas não expressam a opinião da maior parte da sociedade. É o que demonstra uma pesquisa encomendada ao IBOPE Inteligência pela Católicas pelo Direito a Decidir, divulgada na segunda 26.


Dados do estudo, realizado em fevereiro deste ano com entrevistados de 143 municípios, revelam que 84% são favoráveis a discussão sobre igualdade entre homens e mulheres nas escolas; uma parcela de 72% também apoia a ideia de professores discutirem o direito das pessoas viverem livremente sua sexualidade, sejam elas heterossexuais ou homossexuais.

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As divergências acerca da questão ficam mais evidentes quando considerados os recortes de idade e religião. Entre os jovens, foi verificado 88% de concordância e 66% entre os mais velhos. A opinião de católicos e evangélicos também destoa: 77% e 59% de concordância, respectivamente.

Também é expressivo o percentual de entrevistados que concorda que professores informem sobre as leis que punem a violência contra a mulher, 88%.

A pesquisa também verificou a opinião dos entrevistados sobre a oferta de Educação Sexual nas escolas. Para 42% dos entrevistados, as aulas devem ser ministradas para alunos a partir dos 13 anos ou mais; 36% preferem a partir dos dez anos e outros 10% antes dos dez anos. Apenas 9% são contra o ensino e outros 3% não souberam responder.