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Às 8 horas, os alunos do sétimo ano da Escola Darwin, unidade de Vitória, já estão prontos para o início da aula. Mas em vez de se dirigirem para as salas e terem aulas expositivas, aguardam orientações do que está por vir.


Não é um dia comum. A turma fará uma visita monitorada na Vale para vivenciar na prática os conceitos aprendidos em um projeto integrado de Física e Química.

Por quatro horas, os estudantes conhecem as instalações da empresa e chegam bem próximo das áreas de produção, onde podem conhecer os elementos químicos presentes no processo e entender sobre o movimento e velocidade das esteiras. O percurso de aprendizagem só tem fim na escola quando, em companhia do professor, a turma faz as reflexões devidas sobre o que viram.

Diversificando a aprendizagem 

Esta dinâmica é comum para ambas as instituições. O Darwin, em suas unidades de Vitória e Vila Velha, trabalha com o Projeto Estudando Fora da Escola, iniciativa que preza pela vivência dos estudantes para além dos muros da escola, como explica a supervisora educacional do Ensino Fundamental II, Claudia Bahia Cotta.

“A ideia é permitir que os alunos observem, experimentem os conhecimentos na prática, para que tenham uma educação mais significativa”, coloca.

A Vale, por sua vez, opera com o Programa Vale nas Escolas que tem como missão justamente oferecer, em parceria com as escolas, uma gama de atividades aos estudantes, sob a ótica da experimentação.

A oferta de atividades, feita do ensino infantil ao superior, leva em consideração aspectos como idade, série, currículo e projeto político pedagógico, e parte do viés da transversalidade.

Para as crianças, por exemplo, o mote é a educação ambiental e o contato com a natureza, que se traduzem em atividades lúdicas como contação de histórias, pintura e trilhas no Parque Botânico Vale. No ensino fundamental, a abordagem passa pelos conceitos de sustentabilidade e grandes temas globais; no Ensino Médio, são presentes a tecnologia e a robótica; e para os ensinos técnico e superior, há possibilidade de interação com as tecnologias presentes nas instalações industriais da Vale.

A aproximação com a natureza é central no trabalho com as crianças. Créditos: divulgação

O gerente de relações com comunidade da Vale, Daniel Rocha Pereira comenta sobre o diferencial do programa. “Além de termos uma oferta própria de atividades, conseguimos olhar para as demandas das instituições  e personalizar uma proposta, de acordo com a necessidade de cada comunidade escolar”, avalia.

Desde 2015, ano de criação do Vale nas Escolas, estima-se atendimento de mais de 10 mil alunos e parcerias com 300 instituições de ensino, entre escolas públicas, privadas, centros de pesquisa e institutos federais de tecnologia da Grande Vitória.

Em outros territórios

Em Tubarão (SC) e Vega (SC) também é comum o movimento dos estudantes nas empresas. A ArcelorMittal, por meio do programa Conhecer ArcelorMittal, abre suas portas para alunos do ensino infantil ao superior para que possam aprender com os temas que circulam pela empresa, tais como, produção do aço, logística, tecnologia de informação, meio ambiente, saúde e segurança.

A unidade de Vega também oferece o programa Verde com Vida, que utiliza o espaço da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), para oferecer aos estudantes atividades didáticas monitoradas, visando apoio à educação ambiental desenvolvida pelas escolas da região.