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Crianças e professores ganham com o aprendizado livre dos muros

Nesta quinta-feira foi celebrado o Dia de Aprender Brincando, campanha global que tem o intuito de celebrar e inspirar o aprendizado através das brincadeiras ao ar livre. Esse movimento foi inspirado na campanha “Dia da Sala de Aula Vazia” fundada no Reino Unido para incentivar as escolas de Londres a aprenderem ao ar livre e valorizarem a educação ambiental.


A ideia chegou ao Brasil há três anos, promovida pela Associação Cidade Escola Aprendiz. Diversas instituições e fundações absorveram a ideia, dentre elas a Fundação Vale, que desenvolve projetos em municípios localizados nas áreas de operação da Vale.

Em Canaã dos Carajás, município do sudeste do Pará, a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, gerida pela Fundação, é um equipamento cultural que visa contribuir para a democratização da cultura e para a preservação de uma identidade e do patrimônio material e imaterial local. A Casa hoje desenvolve projetos educativos, voltados para crianças e adolescentes, como a Escola de Música e Dança, a Biblioteca e o Arquivo Público, além de programações mensais voltadas para difusão cultural, como exposições, oficinas e cursos

“É dentro deste apanhado de ações da Casa da Cultura que surgiu a ideia de participar do Dia do Aprender Brincando. De forma coletiva, todos os eixos de ação da Casa se reuniram para pensar atividades que pudessem transformar os conteúdos das aulas em ensinamentos passados de forma lúdica e pedagógica, a céu aberto, fora do ambiente comum de aulas”, afirma o diretor executivo da Casa de Cultura Fernando Guerra.

Segundo a diretora-presidente da Fundação Vale, Isis Pagy, instituição que gerencia a Casa de Cultura e uma das principais apoiadoras da atividade na cidade paraense, a diversidade que praças e ruas podem fornecer para as novas gerações devem ser aproveitadas.

“Acreditamos na importância da brincadeira para a construção de identidades e conhecimentos, contribuindo para que as crianças aprendam a conviver com as diferenças, exercitem a imaginação e desenvolvam múltiplas linguagens”, afirma Isis.

As atividades reuniram cerca de 70 crianças e jovens e aconteceram em uma praça a céu aberto que ocupa um quarteirão inteiro da cidade. Brincando, as crianças puderam perceber que há outras maneiras de adquirir conhecimentos.” O barato da ação está aí, as crianças aprendem sem nem se dar conta que estão aprendendo”, avalia Fernando.

Foram realizadas brincadeiras como “Rouba Rabo”, “elefante colorido”, “atenção, concentração”, “cai-cai balão” e etc, que aguçaram os conhecimentos das crianças, trabalhando sua psicomotricidade, desenvolvendo a coordenação motora, reflexo, memória, sensibilização rítmica, pauta musical, parâmetro de som, além de incentivar o conhecimento a respeito do folclore e expressões culturais tradicionais.