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Suite francesa
Amor e guerra no filme Suite Francesa

No cinema, a Segunda Guerra Mundial insiste em não terminar. Melhor que seja assim: mesmo que o grande público manifeste às vezes a sensação de que o tema estaria “esgotado”, relegando a um desempenho pífio de bilheteria alguns filmes recentes ambientados no período de 1939 a 1945, inúmeros aspectos do conflito ainda podem ser explorados de maneira mais vertical, à luz do seu entendimento hoje. Reconstituições históricas dizem mais sobre o momento em que foram realizadas do que sobre o período que recriam.


A última safra inclui produções americanas, como Caçadores de Obras-Primas, Invencível e Corações de Ferro (todas de 2014); francesas, como Belle e Sebastian (2013); britânicas, como Uma Longa Viagem (2013) e O Jogo da Imitação (2014); e multinacionais, como A Menina Que Roubava Livros (2013) e Crimes Ocultos (2015). Alguns deles são inspirados em episódios verídicos, enquanto outros utilizam as circunstâncias de guerra como pano de fundo para histórias ficcionais.

Entre os próximos lançamentos, a Segunda Guerra Mundial também marca presença. O drama romântico Suite Francesa, por exemplo, faz no momento carreira internacional e deve chegar em breve ao Brasil, se concentrando (como Belle e Sebastian) na ocupação nazista da França. Na trama, baseada em romance de Irène Némirovsky, uma jovem francesa (interpretada pela americana Michelle Williams) e um soldado alemão (o belga Matthias Schoenaerts) se apaixonam. E, mais uma vez, a resistência e o colaboracionismo franceses voltam à pauta do cinema.

DVDs/Outros filmes sobre a II Guerra Mundial

A Lista de Schindler (1993)
Steven Spielberg consagrou-se como diretor de filmes adultos com a produção americana de maior prestígio sobre a Segunda Guerra Mundial, vencedora de sete Oscars, incluindo o de melhor filme. Liam Neeson interpreta Oskar Schindler, cujos laços comerciais com os nazistas ajudaram a salvar do Holocausto mais de mil judeus.

A Vida É Bela (1997)
Alvo de intensa polêmica à época do lançamento, fez grande sucesso internacional, coroado por três Oscars – filme estrangeiro, ator (Roberto Benigni, também indicado pela direção) e trilha sonora (Nicola Piovani). Um livreiro judeu preso em um campo de concentração tenta proteger o filho do pesadelo.

Cartas de Iwo Jima (2006)
Longa-metragem que forma dupla com A Conquista da Honra (2006), narrado sob o ponto de vista de soldados americanos. Ambos foram produzidos por Steven Spielberg e dirigidos por Clint Eastwood. Aqui, o protagonista é um oficial japonês (Ken Watanabe) obrigado a comandar seus soldados em uma batalha suicida.