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Menina estudando
No filme Girl Rising, a luta de nove meninas pelo direito de estudar

Da luta pelo direito de estudar à necessidade de brincar mais e melhor. O Netflix está cheio de produções que ajudam a conhecer e repensar a formação que estamos dando às crianças e jovens mundo afora.


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Com a intenção de oferecer um olhar crítico sobre a realidade educacional e inspirar novas visões sobre o tema, abaixo listamos quatro produções cinematográfica que provocam reflexões essenciais sobre os caminhos da nossa educação. Confira:

A Educação Está Proibida


O documentário argentino se debruça sobre a necessidade de pensar novos formatos para a educação. Para isso, percorre oito países onde mapeia 45 experiências inovadoras e alternativas à tradicional escolarização. Entrevistas com educadores, pais e especialistas de toda a América Latina ajudam a traçar o panorama de falência do atual modelo pedagógico, que desconsidera o protagonismo, criatividade e curiosidade de crianças e jovens. O filme, bastante provocador, é de 2012 e tem direção de Germán Doin.

Girl Rising


A luta de nove meninas de diferentes parte do mundo pelo direito de estudar embala esse filme inspirador dirigido por Richard Robbins e lançado em 2013. Com idades entre 7 e 16 anos e vivendo em países como Afeganistão, Etiópia, Haiti e Índia, estas personagens relatam as dificuldades e barreiras para frequentar a escola em suas comunidades e culturas, exemplificando a situação de 66 milhões de meninas mundo afora. O documentário também mostra a relação entre a inclusão feminina na educação e o fim da pobreza.

A Onda


Diante de uma turma desmotivada e a obrigação de ensinar o conceito de autocracia, um professor decide discorrer sobre o assunto por meio de uma experiência prática envolvendo seus alunos. Mas o que era para ser um mero exercício de reflexão ganha força e foge de seu controle. No filme alemão “A Onda”, de 2008, o diretor Dennis Gansel mostra como a sociedade ainda está suscetível a repetir erros históricos como o fascismo e o importante papel que a escola desempenha na formação dos jovens.

Tarja Branca*


“Eu tô pela revolução que falta, que é a revolução da criança”, resume uma das entrevistadas do filme Tarja Branca. O documentário dirigido por Cacau Rhoden elenca depoimentos de educadores, psicólogos, acadêmicos, entre outros para mostrar a importância da brincadeira na sociedade não só durante a infância, mas também na vida adulta. Produção da Maria Farinha Filmes, o filme é um lembrete importante sobre o resgate do lúdico no nosso dia a dia e como uma aprendizagem mais significativa pode nascer dessa interpretação.

* A produtora Maria Farinha explicou que o filme Tarja Branca está temporariamente fora do Netflix, mas ainda é possível encontrá-lo online através do iTunes, Netnow ou Google Play (10/11)

 

  • Josh Dilson

    Muito bom. Fico imaginando, como seria bom se a globo seguisse o exemplo da record e começasse a fazer novelas educativas, ou religiosas? Seria bom para o Brasil e bom para ela(globo) recuperar a audiência porque o povo já não aguenta mais conviver com a violência no dia a dia e ainda ter que ver a noite na novela. É por isso que a novela dez mandamentos está dando um show na novelas da globo.

    • Geraldo Abreu

      Mais interessante seria se as pessoas parassem de ver novelas, pois nada contribuem para o raciocínio crítico das pessoas, muito pelo contrário. Além do mais as novelas, principalmente as religiosas, só servem para doutrinar o povo e aumentar a alienação. Melhor ver documentários que assistir às tv’s abertas de qualquer segmento.

    • Aforismático

      Pô, mais violência que no Antigo Testamento? Tem um personagem justamente nessa passagem dos tais dez mandamentos que mata todas as crianças egípcias, só por serem egípcias.

  • Arlindo do Cruz

    Bem melhor que os lixos culturais da globo

  • Rafael Santos

    Documentários bem elaborados, sob a perspectiva de educadores de várias nações. Acredito que essa é a direção, à ser tomada, para uma verdadeira pátria educadora.

  • Ricardo Silvestre Soares

    eu também não

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