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Olinguito
O olinguito pertence ao mesmo grupo dos quatis e guaxinins

Ele pesa cerca de um quilo, tem olhos grandes, pelos avermelhados e vive nas florestas da Colômbia e do Equador. Pertencente ao mesmo grupo dos quatis e guaxinins, tem cara de bichinho de pelúcia e recebeu o nome olinguito, uma referência às matas nebulosas que habita nas regiões andinas – seu nome científico, Bassaricyon neblina. Segundo os pesquisadores do Museu de História Natural -Smithsonian, nos Estados Unidos, é o primeiro carnívoro descoberto no Ocidente nos últimos 35 anos!


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Em uma expedição de três semanas, cientistas encontraram os olinguitos e documentaram tudo o que puderam sobre eles e o hábitat onde vivem. Descobriram que não dorme durante a noite, gosta de comer frutas e pequenos animais, fica boa parte do tempo no alto das árvores e as fêmeas têm um filhote a cada gestação.


Leia atividade didática de Ciências inspirada neste texto
Anos do Ciclo: 4° ao 6°
Possibilidade interdisciplinar: Língua Portuguesa
Duração: 5 aulas

1) Peça para os alunos se reunirem em duplas.

2) As duplas deverão inventar uma nova espécie animal, poderá ser um inseto, um peixe, um anfíbio, um réptil, uma ave ou um mamífero. A espécie e suas características deverão ser anotadas em um caderno.

3) Após a leitura do texto e pesquisas auxiliares, as duplas deverão elaborar um habitat para a espécie inventada. Poderá ser floresta, oceano, deserto etc.

4) As duplas deverão trocar as anotações entre os colegas de classe.

5) Em posse das anotações, os alunos deverão pesquisar sobre o ambiente onde o “novo animal” é encontrado e listar quais as maiores ameaças para a espécie.

6) Cada dupla deverá descrever quais as ações que deverão ser implantadas para que a nova espécie seja protegida.

7) As duplas deverão apresentar para a sala de aula a espécie, suas características e as ações para preservação.

Apesar da aparência ligeiramente diferente, por muito tempo o pequeno animal foi confundido com o olingo, já bastante conhecido dos pesquisadores. Se novos carnívoros como o olinguito podem ser encontrados, imagine quantas centenas de novas espécies ainda não conhecidas pela ciência poderão ser classificadas.

Nunca tivemos uma diversidade de espécies animais tão vasta em toda a história do planeta. É verdade que vários animais já passaram pela Terra. Talvez os mais populares sejam os dinossauros. Mas são muitas as espécies que desaparecem, principalmente devido à destruição de hábitats e à caça ilegal.

Foram muitas também as espécies que sumiram do mapa sem sequer serem conhecidas pela ciência. Um dos jargões sobre esse assunto é que sabemos mais da Lua do que dos nossos oceanos.

As grandes florestas tropicais e os imensos oceanos revelam espécies fabulosas que vão desde microrganismos até mesmo novos mamíferos.  Para se ter uma ideia, em 2009, a expedição organizada por uma ONG americana descobriu 12 potenciais novas espécies de animais em uma floresta no sudeste do Equador.

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A Floresta Amazônica está sempre revelando segredos: durante a expedição foram encontrados quatro tipos de anfíbios, um réptil e sete insetos, incluindo uma salamandra de olhos esbugalhados (Bolitogrossa tapajonica sp.nov) e um sapo-ponta-de-flecha (Rhaebo guttatus). O anfíbio foi batizado com esse nome porque possui um veneno tão potente na pele que os índios esfregam nele a ponta das suas flechas para poder caçar macacos, aves e outros bichos. Também foi encontrado o chamado “sapo de cristal”. Raro, ele é quase transparente e seus órgãos internos podem ser vistos.

Na gigantesca e surpreendente Floresta Amazônica foram descobertas 15 novas espécies de aves em 2013 – pelo menos, até este momento. A equipe de pesquisadores, entre eles brasileiros, afirma que foi a maior descoberta na ornitologia (área que estuda as aves) brasileira nos últimos 140 anos!

As novas espécies foram encontradas no sul da Amazônia, em áreas dos estados do Amazonas, Pará e Acre, além de trechos de Rondônia e Mato Grosso.

Alguns nomes das novas aves são bem curiosos. Os cientistas procuraram batizá-las com o nome das regiões onde foram localizadas.

Das 15 novas aves, 11 são endêmicas, ou seja, só são encontradas no Brasil. As demais podem ser vistas também no Peru e na Bolívia. Porém, a descoberta vem acompanhada de um alerta: ao menos quatro espécies já são consideradas vulneráveis na natureza: o arapaçu-barrado-do-xingu, o arapaçu-do-tapajós, o poiaeiro-de-chico-mendes e a cancão-da-campina.

Se nas florestas são encontrados novos animais, imaginem nos oceanos. As águas profundas escondem seres misteriosos e ainda desconhecidos. Com certeza muita coisa virá literalmente à tona no futuro.

Em águas mais rasas, uma recente e curiosa descoberta foi um tubarão, com cerca de 80 centímetros, inofensivo para as pessoas. Essa espécie vive ao leste da costa da Indonésia e tem um comportamento muito diferente. Ele usa as nadadeiras para se locomover no fundo do mar, como se estivesse “caminhando” na areia à procura de alimento.

Anualmente, milhares de novos insetos, centenas de peixes e dezenas de anfíbios, répteis e aves são descobertos. Já com mamíferos a história é um pouco diferente. Encontrar uma nova espécie de mamífero é muito raro, especialmente os carnívoros, que são caçadores. Topo da cadeia alimentar, eles existem em menor quantidade na natureza do que os herbívoros. Ainda assim, há carnívoros totalmente desconhecidos.

Recentemente, um animal que muitos achavam ser uma subespécie do chacal-dourado, relativamente comum na África, mostrou ser uma nova espécie de lobo. Pesquisas genéticas revelaram que o DNA do animal é próximo do raro lobo-da-  -Etiópia, e essa descoberta ajudará a entender como espécies de lobos migraram da África para a Europa, já que os lobos surgiram no continente africano cerca de 3 milhões de anos antes de se espalharem pelo Hemisfério Norte.

A riqueza e a diversidade da Terra surpreendem a todos, mas, infelizmente, várias dessas espécies correm o risco de desaparecer. Muitos animais têm hábitos especializados e bastante específicos. Qualquer alteração em seu ambiente poderá ser fatal. Vivemos no mesmo planeta, na mesma casa. A maioria dessas espécies mora aqui há mais tempo do que o homem e, na verdade, elas existem independentemente da classificação que dermos a elas. Todo o ecossistema da Terra funciona em harmonia e equilíbrio. Preservar as espécies significa preservar a nós mesmos!